quinta-feira, 17 de abril de 2014

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Sangue artificial deve começar a ser testado em humanos até 2016


Cientistas britânicos querem começar a testar sangue artificial pela primeira vez em humanos nos próximos três anos.

Eles planejam iniciar a primeira fase de testes com voluntários no final de 2016 ou no início de 2017.

Por trás da iniciativa está um consórcio de universidades e órgãos do governo do Reino Unido que já produz células de sangue a partir de células-tronco.

As células-tronco são aquelas capazes de se transformar em qualquer outra célula do corpo humano. Muitos estudiosos apostam nelas como a chave para a cura de inúmeras doenças.

Cultivadas em laboratório, as células sanguíneas poderiam ser, assim, usadas para transfusões, evitando uma série de problemas comumente observados nesse processo, como o risco de transmissão de infecções, a incompatibilidade com o sistema imunológico do receptor e a possibilidade de excesso de ferro no sangue do doador.

Além disso, se for bem sucedido, o projeto permitirá aumentar a oferta de sangue disponível para transfusões.

Muitos países do mundo, como o Brasil, sofrem com o estoque dos bancos de sangue, que, alimentados por doações públicas, são insuficientes para atender a crescente demanda pelo material.

Segundo os envolvidos na pesquisa, o uso de células sanguíneas cultivadas em laboratório também apresentaria uma vantagem clínica em relação ao sangue colhido de doadores.

Isso porque, de acordo com os cientistas, as células produzidas artificialmente são mais novas e têm maior longevidade.

"Produzir uma terapia celular que leve em conta a escala, a qualidade e a segurança exigidas para testes clínicos em humanos é um desafio muito grande. Mas se tivermos êxito, poderemos garantir a populações de diferentes países o benefício dessas transfusões de sangue", afirmou Marc Turner, professor da Universidade de Edimburgo, na Escócia, e responsável pelo projeto.

"Os testes que faremos também fornecerão informação de valor a outros pesquisadores no desenvolvimento de terapias celulares", acrescentou.

Técnica

Turner e sua equipe usaram uma técnica que cria células do sangue a partir de células-tronco pluripotentes induzidas, também conhecidas como células iPS ou iPSCs.

Por esse artíficio, as células doadoras são isoladas e cultivadas. Posteriormente, transferem-se para elas os genes das células-tronco associadas por meio de vetores virais.

Ao final do processo, as células-tronco pluripotentes induzidas são estimuladas por uma substância química para se transformar em células do sangue do tipo O, raro e universal.

Segundo Turner, é provável que os testes sejam feitos em três pacientes com talassemia, uma doença que acomete o sangue e exige transfusões contínuas.

O comportamento das células sanguíneas produzidas artificialmente será monitorado durante os testes, acrescentou o pesquisador.

Ele, no entanto, ressalva que ainda há um longo caminho a percorrer para produzir sangue artificial em escala "industrial".

Atualmente, o custo para uma única transfusão de sangue é de 120 libras no Reino Unido, ou R$ 360.

Para Turner, se os testes forem eficazes, esses custos poderão ser reduzidos substancialmente no futuro.
fonte:noticiasuol.com.br

Balsa sul-coreana teria desviado de rota; 'estou envergonhado', diz capitão

Naufrágio deixou 280, das 475 pessoas a bordo, desaparecidas. O mau tempo tem prejudicado as buscas desta quinta-feira (17)

Enquanto continuam as buscas por ao menos 280 passageiros desaparecidos do naufrágio de uma balsa perto de um grupo de ilhas na Coreia do Sul, na manhã de quarta-feira (16), começam a surgir hipóteses sobre as causas da tragédia.
A embarcação, com 475 pessoas a bordo, navegava do porto de Incheon, no noroeste do país, à ilha de Jeju, mais ao sul.
Segundo alguns veículos de informação da Coreia do Sul, a balsa teria desviado de sua rota. Parentes de passageiros questionam o papel do capitão, que está sendo interrogado pela polícia, no ocorrido.
Ainda não se sabe o que teria feito a balsa se inclinar subitamente e virar, deixando apenas parte do casco visível sobre a água, mas alguns especialistas sugerem que o navio pode ter atingido um obstáculo submerso.
Imagens na televisão mostram o capitão, Lee Joon-seok, com o rosto escondido por um capuz, dizendo: "Eu realmente sinto muito e estou profundamente envergonhado. Não sei o que dizer".
A agência de notícias sul-coreana Yonhap disse que entre os nove mortos confirmados até agora estão quatro estudantes de 17 anos, um professor de 25 anos e uma integrante da tripulação de 22 anos.
Segundo os dados mais recentes, 179 pessoas foram resgatadas e 287 ainda estão desaparecidas. Os números divulgados têm sido alterados diversas vezes, provocando duras críticas às autoridades sul-coreanas.
500 mergulhadores
O mau tempo, a água turva e as fortes correntes continuam dificultando a busca por sobreviventes. A presidente do país, Park Geun-hye, visitou o local dos trabalhos de resgate e disse que cada minuto era "crítico".
Mergulhadores militares também enfrentaram fortes ventos e ondas em busca de sobreviventes dentro da balsa naufragada. Três mergulhadores, por sua vez, tiveram que ser resgatados por um barco pesqueiro.
Ao todo, 500 mergulhadores, 169 barcos e 29 aviões participam das buscas. Pais e familiares de desaparecidos, reunidos em um ginásio na ilha de Jindo, cobram mais empenho das autoridades.
"Tirem meu filho desse navio! Morto ou vivo", gritava repetidamente um pai desesperado em direção às equipes de resgate.
BBC

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