domingo, 22 de setembro de 2013

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS !!!!

Governo põe estagiária em reunião de espionagem ( JEITO PT DE GOVERNAR!!!! )

Apesar de ter anunciado uma forte ação internacional contra a espionagem dos EUA, o governo brasileiro enviou para a reunião da cúpula de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) que discutiria justamente esse tema ontem, em Genebra, uma diplomata de baixo escalão que acabou substituída, durante o dia, por uma estagiária.
O Brasil chegou a patrocinar a convocação do encontro, ao lado de Alemanha e países escandinavos. Mas nas duas horas de reunião a delegação brasileira não pediu a palavra uma só vez e a estagiária se limitou a tomar nota do que dizia cada um dos participantes. Enquanto isso, a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo, promovia um almoço para sua despedida do cargo.
A presidente Dilma Rousseff promete usar seu discurso na Assembleia-Geral da ONU na semana que vem para levantar o assunto. Ontem, porém, ONGs e diplomatas de vários países se surpreenderam diante do silêncio do governo do Brasil.
Na reunião, diplomatas discutiram o caso brasileiro, em que a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) é suspeita de monitorar e-mails da própria presidente, além de dados sigilosos da Petrobrás. O encontro contou com a alta comissária Navi Pillay e o relator da ONU para Liberdade de Expressão, Frank La Rue. Na plenária lotada, embaixadores de diversos países, inclusive dos EUA e do Reino Unido.
Ficou acertado que a ONU deverá convocar ainda neste ano uma sessão especial do Conselho de Direitos Humanos para debater de novo o tema. A meta é que uma resolução seja apresentada para esclarecer qual a posição do direito internacional em relação à espionagem.
Navi Pillay deixou claro que governos precisam agir para proteger a privacidade e as atuais leis não estão garantindo essa proteção. "A tecnologia permitiu níveis sem precedentes de interferência no direito à privacidade." Sua principal preocupação é com a arbitrariedade na busca por informações de cidadãos. Ela ainda se disse "preocupada" com o fato de que argumentos de segurança nacional possam justificar "abusos".
La Rue propôs que a ONU crie um relator que ficará responsável por redigir princípios que deveriam ser seguidos por países, na forma de um tratado internacional. "A regra é simples: toda a lei (de espionagem) que existe no mundo offline deve ser válida para o mundo online. Se para abrir uma carta no correio alguém precisa de uma ordem judicial, isso também deve ocorrer na internet", disse.
O relator da ONU para Liberdade de Expressão admitiu que governos precisam se ocupar de assuntos de segurança nacional. "Mas o que estamos falando aqui é de um sistema de monitoramento que coloca em risco o próprio sistema democrático. A falta de privacidade limita a liberdade de expressão."
Mais de dez países tomaram a palavra para expor suas posições, desde Equador a Paquistão, Suíça a Montenegro.
Entidades. No encontro, 250 entidades da sociedade civil, várias delas brasileiras, apresentaram 13 princípios que governos deveriam seguir no que se refere à espionagem e ao controle da web. O documento pede que governos sejam transparentes sobre o uso de monitoramento da web, ajam dentro da lei, respeitem direitos individuais e atuem com proporcionalidade.
FONTE:ESTADÃO

Mudar o mundo ou lucrar? O que a atual geração prefere?

A mais recente geração, também chamada de “geração Y” ou “geração da internet”, enxerga o conceito de carreira um pouco diferente do que as mais velhas. O mundo dos negócios deve prestar atenção a esse fato, pois os jovens de “cabeça globalizada” corresponderão a 75% da força de trabalho até 2025.
No ano passado, a empresa de serviços profissionais Tower Watson lançou um estudo sobre força de trabalho e descobriu que a retenção de funcionários está muito mais relacionada à satisfação deles, a uma cultura corporativa inspiradora e à boa qualidade na relação profissional do que à motivação à base de recompensas.
Com isso em mente, não é incomum que os profissionais da geração tecnológica apresentem uma forma diferente para gerenciar e usar o dinheiro que produzem. Em vez de multiplicarem suas cifras ou guardarem dinheiro para quando forem mais velhos, eles usam os salários para exercer mais controle sobre suas vidas profissionais.
“Essa geração tem alguns hábitos financeiros instáveis. Eles compram cervejas baratas, mas bebem vinhos caros”, afirma John Zogby, escritor de livros sobre a geração Y e o mercado de trabalho. “Eles podem comprar no Walmart e ainda assim orgulhosamente procurar rótulos de marca e gastar com eles.”
Jovens de vinte e poucos anos são jovens de vinte e poucos anos em todas as gerações, diz Zogby. São os eventos da época que os separam.
Para os nascidos entre 1979 e 1994, a maior geração da história, esses eventos são 11 de Setembro e todas as suas consequências, tal como a Grande Crise. Esses eventos impuseram uma mentalidade mais globalizada em um tempo em que a tecnologia deixou a comunicação mais fácil do que nunca.
A crise afastou a confiança nas opções, disse Zogby. Sem um senso real sobre o que a recessão está causando, muitos são motivados por uma forte necessidade de começar suas carreiras. “Eu não diria que eles desistiram, mas que abraçarão o que puderem.”
E aonde eles estão querendo chegar na busca por uma carreira e um salário? “Dessa geração, 85% querem um trabalho que faça a diferença, enriqueça, mas também melhore o mundo”, diz Zogby. “E 71% querem trabalhar por uma empresa ou entidade que incentive de alguma forma a responsabilidade social.”
De acordo com Vlad Gyster, consultor de recursos humanos, em geral, o salário é predominante na tentativa de manter funcionários descontentes, mas relações profissionais e oportunidades de avanço na carreira vêm logo em seguida.
“Especialmente para a geração Y, temos ouvido cada vez mais que o dinheiro não é o atrativo principal para uma vaga de emprego. Eles querem oportunidades que apresentem um tipo de missão, de evolução na carreira.”
Em contrapartida, um estudo de 2009 da Associação de Psicologia Norte-Americana indicou que houve um “aumento de 63% no número de jovens que apontaram o dinheiro como ‘extremamente importante’ [16% da geração baby-boomers contra 26% da geração Y]”. O mesmo estudo descobriu que a geração internet teve menores índices de “engajamento cívico” do que os baby boomers.
Leonard J. Glick, professor de desenvolvimento corporativo na Northeastern University, diz não acreditar que haja grande diferença entre as gerações.
“Acho que há muita coisa real no que as empresas estão dizendo sobre como tratar a geração Y – dar a eles mais autonomia, mais desafios e um melhor tratamento –, mas isso sempre foi assim”, afirma. “Talvez a diferença seja que hoje em dia as empresas acabam numa pior se maltratarem seus funcionários.”
Produzindo um ambiente profissional mais justo, oferecendo salários justos e abrindo as portas para mostrar como os funcionários são tratados, entre outras medidas éticas, certamente a força profissional da atual geração se fortalecerá, conclui o especialista.
FONTE: FORBES BRASIL

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