sábado, 24 de agosto de 2013

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS

Governo diz que médico cubano deverá ganhar até R$ 4 mil
Os 400 médicos cubanos que atuarão no Programa Mais Médicos deverão ganhar entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil por mês, informou hoje (23) o secretário-adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Fernando Menezes. Segundo ele, a variação é baseada em acordos que o governo cubano tem com outros países para onde também foram enviados os profissionais.
Menezes ressaltou que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), com quem o governo brasileiro assinou um termpo de cooperação, é responsável pela intermediação do acordo com o governo cubano. Segundo o Ministério da Saúde, a pasta repassará à Opas R$ 511 milhões até fevereiro de 2014, valor equivalente às condições fixadas pelo edital do Mais Médicos - de R$ 10 mil para cada profissional. Em seguida, a Opas enviará os recursos ao governo cubano, que pagará aos médicos o valor que for definido por critérios próprios.
'Tomando como base outros contratos, já que o governo cubano tem acordos no mundo todo, eles [os salários] geralmente ficam na proporção de 25% a 40% [do que é pago pelo país que recebe os médicos], mas aí depende daquilo que o país tem como custo de vida e da condição e qualidade que o médico vai ter naquele país', disse, após reunião, com o secretário de Saúde do Distrito Federal, Rafael Barbosa.
O secretário-adjunto do Ministério da Saúde informou ainda que os valores pagos aos médicos cubanos que vierem para o Brasil poderão variar conforme o custo de vida nas cidades para onde forem enviados. 'Esse valor exato varia e vai variar, porque uma vez estabelecidas as condições de onde se vai viver, o médico cubano recebe mais ou menos', disse.
Ele ressaltou que os médicos, brasileiros e estrangeiros, que participarem do programa, terão ajuda dos municípios para custear despesas com moradia e alimentação. Além desses gastos, as prefeituras são responsáveis por oferecer o deslocamento do aeroporto até o município onde atuará e, em casos de locais de difícil acesso, disponibilizar transporte diário da moradia até a unidade de atendimento.
Segundo informações da BBC Brasil, o contingente de profissionais de saúde cubanos fora da ilha inclui, atualmente, 15 mil médicos, 5 mil técnicos de saúde, entre outros, trabalhando em 60 países. De acordo com a agência de notícias, eles geram lucro ao país de aproxidamente US$ 5 bilhões (R$ 10,6 bilhões) ao ano. Na Venezuela, por exemplo, o serviço que os médicos cubanos prestam permite que Cuba receba 100 mil barris diários de petróleo.
Para muitos países em desenvolvimento, os médicos cubanos representam um atrativo por estarem dispostos a trabalhar em lugares que os profissionais locais evitam, como bairros periféricos ou zonas rurais de difícil acesso, onde moram pessoas de baixíssimo poder aquisitivo. Além disso, eles recebem, em geral, remunerações mais baixas.
A estimativa é que, atualmente, permaneçam em Cuba 75 mil médicos, em uma proporção de um profissional para cada 160 habitantes. A taxa é a mais alta de toda a América Latina. O acordo com a Opas prevê a vinda de 4 mil profissionais para o Brasil, número que corresponde a pouco mais de 5% dos médicos que hoje trabalham em Cuba.
Entre a população local, a exportação dos profissionais causa divergência, porque afeta principalmente a figura do médico de família, que atende em todos os bairros e encaminha os pacientes para especialistas ou hospitais.
A primeira missão de saúde ao exterior foi organizada por Cuba em 1963. Apesar da escassez de médicos à época, foram enviados profissionais à Argélia para apoiar os guerrilheiros que acabavam de conseguir a independência do país. Eram os primeiros de 130 mil colaboradores que, ao longo dos anos, já trabalharam em 108 países.
FONTE: EBC

Oposição diz que ataque com armas químicas matou mil na Síria 

Um ataque com armas químicas nesta quarta-feira matou centenas de pessoas próximo à Damasco, a capital da Síria, segundo ativistas de oposição sírios.

A principal aliança de oposição na Síria afirma que mais de mil pessoas foram mortas. Os dados não puderam ser confirmados de forma independente.
A agência estatal Sana e o exército sírio negam a informação.Eles dizem que foguetes com componentes tóxicos foram lançados contra o subúrbio de Ghouta, em um ataque de forças do governo contra rebeldes. Eles afirmam ainda que há mortos também nas regiões de Irbin, Duma e Muadhamiya.
Caso confirmado, o número de mortos é muito superior a outros supostos ataques do tipo.
O diretor de uma comissão de inspeções de armas químicas da ONU que está na Síria, Ake Sellstrom, disse que viu vídeos dos supostos ataques.
"Parece-me que é algo que precisamos investigar", disse ele à agência sueca de notícias TT.
Essa decisão, no entanto, precisaria ser tomada pelo secretário-geral da ONU a pedido de algum país.

Pressão

Os Estados Unidos, o Reino Unido e a França convocaram a realização de uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, para discutir o suposto ataque.
O presidente francês, François Hollande, e o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, William Hague, pediram que os inspetores da ONU que estão na Síria tenham acesso à área onde teriam sido usadar armas químicas.
A Liga Árabe também pediu que os inspetores tenham acesso à região.
Imagens colocadas no YouTube mostram muitas pessoas sendo atendidas em hospitais e lugares improvisados, mas a autenticidade dos vídeos não pôde ser confirmada.
Mas um médico ouvido pela BBC que diz estar tratando os feridos confirmou que os sintomas dos pacientes – especialmente crianças – são consistentes com o uso de armas químicas: falta de ar, excesso de salivação e visão borrada.
“Há alguns tipos de sintomas que indicam que trata-se de fósforo, uma arma química. Pode também ser sarin, muito provavelmente”, disse o médico, Ghazwan Bwidany.
“Nós não temos a capacidade de tratar todas essas pessoas”, explicou. “Nós os estamos colocando em mesquitas, em escolas. Nós estamos com falta de suprimentos médicos, especialmente atropina, que é um antídoto para armas químicas.”
Em julho de 2012, o governo sírio deu indícios de que possui um estoque de armas químicas, que incluiria gás mostarda e sarin. O governo de Damasco disse que as armas nunca seriam usadas dentro do país.

Exército sírio

O Exército sírio classificou as acusações de uso de armas químicas como graves, mas também destacou o direito dos militares de lutarem contra o que classificam como terrorismo na Síria.
A instituição acusou a oposição do governo de fabricar a acusação para desviar a atenção das derrotas que as forças rebeldes sofreram recentemente.
A agência Sana diz que as alegações são “sem fundamento” e “uma tentativa de desviar a comissão de investigação de armas químicas da ONU de seus deveres”.
Os inspetores da ONU estão na Síria desde domingo. Eles foram investigar três outros lugares onde supostos ataques químicos foram perpetrados em março. Em um deles, na cidade de Khan al-Assal, 26 pessoas teriam morrido.
O editor da BBC para o Oriente Médio, Jeremy Bowen, disse que muitos se questionam por que o governo da Síria atacaria com armas químicas os rebeldes em um momento em que inspetores da ONU estão no país.
Mas Bowen diz que as imagens que estão saindo da Síria nesta quarta-feira são tão chocantes que dificilmente poderiam ser fabricadas.
O ex-comandante de um órgão de armas químicas e biológicas do Exército britânico, Hamish de Bretton-Gordon, também disse que é muito difícil fabricar imagens como as que estão sendo divulgadas agora.
Ele disse que os inspetores sírios possuem equipamentos suficientes para identificar que tipo de armamento teria sido usado no suposto ataque.
FONTE:BBC

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